Rede
O
mundo anda com uma curiosa palavra que não cessa na boca das gerações mais
novas.
Quando
criança eu a usava, porém na hora de descanso. Ora, estou falando do óbvio,
rede.
Se
houver uma análise profunda e filosófica, verificaremos que essa palavra se
tornou um sinônimo de “cuidado”, talvez até, “perigo”.
Os
pescadores usam a rede para pegar peixes, mas será que há diferenciação nos
tempos que estamos vivendo nas chamadas “redes sociais”?
As
armadilhas são inúmeras, digamos as iscas. Mas afinal de que estamos falando?
Estamos
falando do bombardeio de informações que influenciam opiniões, decisões,
opções...
Não
sabemos quais as reais intenções das inúmeras “afirmações” que quase sempre
“temos que ler” diariamente.
O
que sabemos é que existem inúmeras pessoas que simplesmente, não sabem mais
viver sem estar, a maior parte do tempo, presos nessas redes.
Claro
que há lados positivos, mas isso se houver um controle do que realmente vale a
pena está conectado.
Certo
dia estava eu, meu pai e tio sentado à mesa jantando, conversando entre si e
junto a nós, mais de dois mil amigos que compartilhavam daquele momento até que
cai em si.
Nossa,
antes quando visitávamos alguém, quando sentávamos com alguém para conversar,
éramos apenas os corpos presentes, os participantes.
Hoje,
somos localizados, perseguidos, hipnotizados ao ponto de alguém chegar e dizer,
“não é bem assim”.
Tudo
bem volte para o seu “qual a rede mesmo que você usa atualmente”?
“Vamos
para praia, fazenda, montanhas...” não esqueça seu “computador de bolso”, tudo
deve ser postado, os passos, a borboleta, nada de confidencial. Aquilo que
chamamos de “só meu”.
Não
sou contra as redes, pois ela nos ajudou desde os primórdios. Elas também são
uma excelente arma divulgadora. Temos apenas que ter cuidado em saber que tipo
de peixe nós somos e saber de onde vêm os tubarões, que chegam quando menos se
esperam.
Autor:
Joamir Barros
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